Nesse Samjohn viajei pra Senhor do Bonfim. E nessa trip lembrei de Michael.
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Não bebi o russo-nordestino (aí embaixo), tal como "Suzi-e-ana"; onde a publicidade verossímel deveria ser "é uma merda, mas, é que você pode pagar":
Três reais -a garrafa. Dia desses ainda encontro "Raskolnikov". Literalmente um coquetel "Molotov". OFF mesmo.
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Sua vida pessoal é tão estranha quanto as transformações em seu rosto; bizarra, até. Mas, inegavelmente o cara era sensível. Quando moleque escutava suas músicas. E o disco "THRILLER" foi um marco pra mim. Ganhei de aniversário. Na época não havia boatos que ele comia garotos e ainda não parecia um alienígena. E o Lp lá em casa, aos sábados pela manhã, estremecia os vidros da janela. Lembro bem do arco reagindo ao som. Enconstava o ouvido no chão pra sentir os tacos velhos vibrarem. Bastava fechar os olhos e imaginar os zumbis do vídeo-clipe. ...
No Samjohn dei uns tiros em paçocas e pirulitos. Acertei duas vezes no barbante, porém, não consegui derrubar o urso para a namorada.
Escutei Zé Ramalho, ao vivo, cantando músicas do Bob Dylan, e bem ao lado do palco, visitei um cenário "Drink no Inferno" ou "Lost Boys". Não fui ao THRILLER, mas lembrei do cara lá.
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É um luto. Talvez não dissesse "I love Michael". Mas esse cara faz parte do meu soundtrack. O resto, os boatos, as estórias, é conversa de salão de beleza. Foi -e será- um paradigma.


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