Levantar bandeira é fetiche de cantor de hip-hop que glamuriza burrice.
"Falo e escrevo errado. Isso mesmo, pois sou excluído, sacô."
Não sou muito engajadinho quando escrevo contos.
Mas preciso dizer que o ano começa antes do Carnaval. Ser punk também é usar terno e gravata ao meio dia. Ler literatura no ônibus. Dedicar-se nas brechas das horas.
Transgredir é convencer com os argumentos do sistema. Bem ao modelo socrático.
Não me filio a ninguém. Bebo minha tempestade sozinho, no bar. Não ando em grupos. Não sou ninguém. Sou aquele que observa o colete aprova de balas sem chapas, vazio e esgarçado no policial acima do peso. O detector de metais não funciona. Sejam bem-vindos ao Fórum Criminal. Teste: leve um guarda-chuva na valise e entre.
Uma vida de terno-e-gravata ao meio dia, na Capital de Salvador, justifica quando conseguimos a liberdade de alguém que mal tem grana pra comer. O baseado em questão em sua grande maioria é o pão com goiabada; a única alegria possível, talvez.
Não entrarei ao mérito. Foco na mediunidade de determinadas autoridades:
"Guardava consigo certa quantia em dinheiro, escondido no bolso, fato que demonstra a prática do tráfico de drogas". Incrível. Como se o mero porte de dinheiro fosse um tipo penal. Com a espada justiceira de Lion do Thunder Cat´s encontrou o seguinte silogismo: "dinheiro no bolso, logo, fruto da venda de drogas".
"O interrogado declara que é surdo-mudo e não quis comunicar sua prisão à ninguém"... Risível. Preso por sua própria condição. Filhos de Caim, pra marcar no rosto.
A justiça é uma ficção como um vestíbulo que não detecta metais. Acreditamos nela como acreditamos em Deus.
A justiça é uma ficção como um vestíbulo que não detecta metais. Acreditamos nela como acreditamos em Deus.
Existe?
Outras quizangas:
Temos o que queremos. Somos idiotas. Vivemos na escola-manada do ter. Ninguém lê sequer o básico. A classe média deseja mais prisão e pena; a mesma classe que mete o pau nas arbitrariedades da polícia, mas, gera do próprio ventre um pelotão de cavalos. Afinal, quem presta concurso pra policial? É um desejo quase erótico andar de cassetete.
Temos o que queremos. Somos idiotas. Vivemos na escola-manada do ter. Ninguém lê sequer o básico. A classe média deseja mais prisão e pena; a mesma classe que mete o pau nas arbitrariedades da polícia, mas, gera do próprio ventre um pelotão de cavalos. Afinal, quem presta concurso pra policial? É um desejo quase erótico andar de cassetete.
Opostamente, a arte-plural é um alento pra poucos. Nosso pão com goiabada. Nossa única alegriazinha nessa realidade inconstitucional. O Brasil precisa de mais bandas “punk´s”. Revolução é na base. É também andar de terno ao meio dia. E chinelos, bermuda, à noite, com um bom livro no colo e a cabeça fresca merecendo o chão que pisa.
Que a terra seja leve: esses são os votos para 2009.
...

"Eu com meu machado afiado
eu disfarçado
eu sendo perseguido como um cristo
eu qualquer um
eu preso a vontade de me libertar
não quero altar
sou quem vê pessoas nas cruzes penando
me esperando…
me esperando
sou quem dá com o machado na base".
(Machado Afiado)
O Círculo
Composição: Pedro Pondé
O Círculo
Composição: Pedro Pondé
Pra relaxar, recomendo:
http://www.myspace.com/ocirculo
http://www.myspace.com/ocirculo


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