"Quando você é jovem demais não sabe escrever biografia; ainda que tenha, fará bobagem. Você é um manco-psíquico que precisa, tão logo, de Rilke. Poucos são sinceros; temem sua ingenuidade, quanto imaturidade. Cale-se. Não perca essa chance se não quiser se f... e ser f... Pois, você é pelo que escreve, e nem tudo o que escreve é você. Quase sempre não tem senso; não consegue identificar dentre do que escreveu, você. Então envia tudo no afã da criação, no transe da estória, aos periódicos. Espera ansiosamente pelo eco. Se ruim, é flecha. Não retorna. Não há resposta. E se o cara for honesto, sério, ele está certo. O bom editor, antes de livrar o próprio, é um salva-vidas. Ele te salvou de uma vaia. Acredite, é um não de amigo. Ele quer mais e melhor. Rilke novamente te libertará. Tudo está dentro de você. E se for mesmo o que é, insista. Quem sobreviver, poderá encontrar-se escritor. / Ao melhor site de literatura do país. Não é fácil. Todo meu respeito pela atividade de vocês". (postado por Diogo Costa, no Cronópios, em 19/3/2008).
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Já tentei entrevistar o cara. Seus “patrocinadores” são os banheiros dos Shoppings da cidade de Salvador. Solitário. Andarilho. Beat. Rosto talhado pela rua. Não bebe, não fuma; não usa drogas. É antenado. Freqüenta bibliotecas para ler jornais. Tem blogue com seus trabalhos e dicas de roteiros culturais. É morador de rua. Escolheu viver assim até ser reconhecido como cantor profissional. Personagem de si mesmo? Não sei. É inusitado. Seu nome é Carlos de Albuquerque. Já existe um documentário sobre ele. Clica aqui.


2 Disseram:
puta polaroid de nós, que, daqui, escrevemos e ficamos á deriva.
e não é... phoda. Abraço cara
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