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Feliz ano novo!; desejamos às paulistinhas que estavam de férias; dizendo que erámos gaúchos pra fazer graça e pedir beijo.
Ano triste dum pai. Que enrolou o corpo do filho, morto, num edredon. Depois, levou para o IML; cena "Cemitário Maldito II", aqui no Brasil, por falta de transporte. Pois é.
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Feliz ano velho ao Rubens Paiva; livro bom, sincero, que gosto de reler nos primeiros dias do ano.
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Feliz ano novo mesmo pra mãe; realizarei um sonho bacana pra ela e fico orgulhoso.
Feliz "anús" novo aos amigos, sacanas bons, que passamos juntos na orla de Salvador, embasbacados com as rosas de fogo sobre o mar e pela não contagem de Carlinhos Brown. Esquecemos até de nos abraçar enquanto nos protegíamos de babacas com Cidras Cereser, ameaçando-os, igualmente, com uma bebida desconhecida. Diga-se: "El Gaitero", que fedia mais que as Cidras. Depois, nos abraçamos. Alguns pegando no pau. Na bunda. Com tapas no saco.
Coisas de velhos amigos do ginásio.
Posso dizer que são os caras da minha vida. Sempre por carta, telefone; dando uma força; muitos presentes, ali; fechamos a rua. Fizemos os gringos-transeuntes dançarem nas "cantigas". Simples. Inteiros. Sem arranhões. Com objetivos traçados.
Temos o que comemorar?
Fim da CPMF. Por decreto fede: mais IOF no lombo.
Sou um pessimista feliz. Torço muito pelo Obama. Já assumiu que fumou maconha. Estudou na Havard. E tem parentes no continente africano. Gostei muito desse cara. Bom pra governar Roma.
Tenho projetos para 2008 da revista Caras:
Ganhar porção grátis de queijo lanche, num bar da Ribeira, fazendo sambinha com
desconhecidos e trazendo mais bebuns ao bar;
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Rever as entrevistas de Clarice, onde ela diz que seu nome significa "Flor de Lis no peito"; com respiração cansada. Bem Lispector. Sotaque lindo, triste. Registro pós Hora da Estrela, como se morresse junto. Ela e Macabéa. Enfim, vida. Sinucas. Nas sombras de pub´s. Ritos estomacais. Sexuais. Trabalharei no carnaval também.
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Mas antes, farei um curso extra nas férias; muito bom. Depois, durante o ano terei compromissos inclusive aos sábados, das sete ao meio-dia; desejo sobreviver, me desviar de assaltos; escrever, pesquisar, contestar; enfim, entre outros ofícios pessoais e profissionais em resposta ao "Então é isso", não de Vanessa da Mata, mas, sim, ao de Tony Montana em Scarface:
- Então, é isso?... Só isso?... Comer, beber, trepar, e chupar.
- Pare com isso, Tony.
- E então? É cheirar coca; e depois, hein? Então chega aos cinquenta, barrigudo; as tetas ficam caídas, cheias de pêlos; um fígado todo fodido de comer esse lixo. E se vive como essas múmias ricas?!
- É. Poderia ser pior.
- Vale a pena?
- Esqueça.
- Porra, me matei por isso; diga?! Olhe pra ela. Uma drogada. Uma drogada do caralho. Já nem come. Dorme o dia inteiro. Está com os olhos fundos. Levanta com sedativos.
- Não diga isso...
- Nem dá pra trepar com ela porque está em coma. Não posso nem ter filhos?! Tem o ventre tão poluído que não pode me dar uma porra de um bebê?!
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Realmente, Tony Montana é o pessimismo, a grosseria; a maldição. É o cara dos filmes fodas.
Falando nisso... Será assim: texto original em itálico e depois, minha intervenção; os adendos, no próximo post. Agora vai um trecho do original "666: O Limiar do Inferno". (Leiam Edgar Allan Poe, Kafka, Dostoiévski, Maupassant; há uma coletânia de contos dos dois últimos, da cultrix, sensacionais). E Jay queria um livro de terror...
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O avião aterrissou no Aeroporto Internacional J.FK. (...) Keith não se preocupou em encontrar um carregador para retirar suas malas da alfândega. Ele tinha jogado futebol na escola e, agora, aos trinta e três anos de idade, ainda conservava as formas de um vigoroso zagueiro, com ombros largos e bem-constituído. (...) Aí ajeitou toda a bagagem no porta-malas e rumou para Whitestone Brigde. Estavam quase chegando a casa quando Jennifer virou-se para ele e disse:
- Você não se importaria se David viesse jantar conosco amanhã à noite?
-Tão cedo? - perguntou Keith. - Parece que estamos alimentando o sr. David praticamente a cada duas semanas.
Lá nas Bahamas, ele e Jennifer tinham se queimado demais para fazer amor e, naturalmente, tinham jantado fora todas as noites. Agora Keith queria pelo menos algumas noites a sós com Jennifer, em sua própria casa, sem garçons, sem agitação. (...)
Com um metro e oitenta de altura, David era cerca de cinco centímetros mais alto que Keith. David tinha quarenta e dois anos - nove anos mais velho que Keith, doze anos mais que Jennifer. Mas os anos a mais só serviram para melhorar sua aparência. Sua vasta cabeleira tornara-se charmosamente grisalha, e ele se mantinha em forma, passando no mínimo uma hora por dia no clube de tênis.
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Pronto. Chega.


2 Disseram:
então é isso. bando de amigos, que nos influenciam e determinam boa parte do que somos (com um orgulho do caralho!). então é isso.
é verdade... Pra quem vive quase tudo junto, porra; um desbunde. rs Nos encontramos semanalmente desde o ginásio. Sem pieguiçe: viver dói menos com esses caras. Uma boa turma. Pô, abraço gustavo, muito orgulho por leitores como você por aqui. Não tenho muitos, mas os que tenho, como meus amigos, valem todo o lance.
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